A crescente participação da energia solar na matriz elétrica tem batido recordes de geração e contribuído para a redução das emissões do setor elétrico. Ao mesmo tempo, a injeção massiva em horários de maior radiação aumenta a complexidade operacional do sistema, gerando demandas por controle em tempo real, modernização da rede e soluções de armazenamento.
Episódios de curtailment e alertas sobre riscos operacionais mostram a necessidade de investimentos em digitalização das redes, coordenação entre geradores distribuídos e operadores do sistema e adoção de modelos tarifários que sinalizem flexibilidade. Baterias de grande porte, esquemas de resposta de demanda e plataformas de gestão energética surgem como respostas viáveis para mitigar cortes forçados e garantir previsibilidade para investidores.
Se endereçados com políticas e investimentos adequados, esses desafios transformarão-se em oportunidades de mercado, fomentando desenvolvimento industrial, serviços de O&M, sistemas híbridos e novas fontes de receita associadas à provisão de flexibilidade ao sistema elétrico.